Um avião da Azul foi atingido por um raio durante um voo que saiu de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na manhã de quinta-feira, 10 de setembro de 2026. A aeronave fazia o voo AD6075 com destino ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas precisou ser desviada para o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
Relato de pânico durante o voo
A situação foi registrada pela influencer Roberta Guilherme em vídeos publicados em seu perfil no Instagram. "Foi o pior voo que já peguei na vida", afirmou, aparecendo chorando durante os relatos. Segundo ela, a comissária de bordo confirmou que a aeronave havia sido atingida por um raio.
Além do impacto do raio, o avião enfrentou turbulências desde o início do trajeto. "Foi sinistro, nunca vi um avião balançar tanto. Eu só rezava", contou a influencer, que relatou ainda que alguns passageiros passaram mal e chegaram a vomitar dentro da aeronave.
Condições climáticas instáveis
No momento do voo, as condições do tempo estavam instáveis tanto no Paraná quanto em São Paulo, estados que estavam sob alerta para tempestades na quinta-feira.
Raio pode derrubar avião?
Apesar do susto vivido pelos passageiros, um raio não costuma representar risco de queda para aviões comerciais. Em entrevista ao portal Terra, o especialista em aviação Lito Sousa explicou que essas aeronaves são projetadas, testadas e certificadas para suportar descargas elétricas.
O especialista também esclareceu que os passageiros não ficam expostos a choques elétricos quando um raio atinge a aeronave. Isso ocorre por causa do chamado efeito da gaiola de Faraday, que faz com que a corrente elétrica percorra a parte externa da estrutura do avião e seja dissipada sem atravessar a cabine. Em alguns casos, o impacto de um raio pode até passar despercebido por quem está dentro da aeronave.
O que diz a Azul
Em nota, a Azul informou que, em razão das condições meteorológicas adversas nos arredores do aeroporto de Congonhas, em São Paulo, situação que classifica como alheia ao controle da companhia, o voo AD6075 (Foz do Iguaçu-Congonhas) precisou ser desviado para o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Segundo a empresa, a aterrissagem e o desembarque dos clientes aconteceram normalmente e em total segurança.
A companhia afirmou ainda que os clientes impactados receberam a devida assistência, conforme determina a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e que foram transportados por via terrestre até o aeroporto de Congonhas.
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Fonte: Bem Paraná
