A aviação comercial deu mais um passo em direção a motores mais econômicos. A GE Aerospace anunciou a conclusão do primeiro voo do mundo em alta altitude realizado com propulsão híbrida-elétrica, um teste que reforça o avanço dessa tecnologia rumo à próxima geração de aeronaves comerciais.

O que foi testado

O voo teve duas horas de duração e alcançou 30 mil pés de altitude, o equivalente a cerca de 9 km, faixa típica de cruzeiro de aviões comerciais. O teste foi feito com uma versão modificada do avião Saab 340, que já vinha passando por testes desde maio deste ano, incluindo uma viagem com escalas sobre o Oceano Atlântico antes da demonstração mais recente.

Quem está por trás da pesquisa

O projeto é conduzido pela GE Aerospace em parceria com a Nasa, a Boeing e a Beta Technologies, fabricante especializada em aeronaves elétricas. A colaboração acontece em um momento em que diferentes fabricantes de motores correm para desenvolver os componentes de propulsão que devem equipar os sucessores dos aviões Boeing 737 e Airbus A320neo, dois dos modelos mais usados da aviação comercial atual.

Segundo os responsáveis pela pesquisa, a combinação entre propulsão tradicional e elétrica pode ajudar as aeronaves a atingir altitudes maiores de forma mais rápida, além de contribuir para metas de redução no consumo de combustível e nas emissões do setor.

Parte de um projeto maior: o motor RISE

A hibridização testada nesse voo é uma das quatro principais frentes de pesquisa do conceito de motor RISE, desenvolvido pela CFM, joint venture entre a GE e a francesa Safran. Entre as outras linhas de pesquisa está um projeto de ventilador aberto, considerado mais radical, ao lado de uma alternativa mais tradicional e fechada, chamada AD-L ou ADNB.

Depois de anos apresentando o conceito apenas por meio de ilustrações e imagens computadorizadas, os fabricantes de motores agora competem para demonstrar avanços reais em economia de combustível e durabilidade, requisitos centrais para a próxima geração de motores, cuja chegada é esperada apenas para o fim da próxima década.

Concorrência no setor

A GE Aerospace não é a única movimentando esse mercado. Concorrentes como Pratt & Whitney e Rolls-Royce também devem apresentar atualizações sobre suas próprias pesquisas em motores nos próximos dias, o que indica que a corrida pela próxima geração de propulsão aeronáutica segue acirrada entre os principais fabricantes do setor.

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Fonte: g1