Casos de power banks superaquecendo ou até pegando fogo dentro da cabine têm chamado atenção de passageiros e companhias aéreas para um tema que costuma gerar dúvidas na hora de fazer as malas: quais itens podem ser levados em um voo e onde eles devem ficar, na bagagem de mão ou na bagagem despachada.
Por que power banks e baterias de lítio exigem cuidado
Power banks, assim como celulares, notebooks, câmeras e cigarros eletrônicos, utilizam baterias de lítio. Esse tipo de bateria é eficiente e leve, mas pode superaquecer, inchar ou, em casos mais raros, entrar em combustão quando sofre algum dano físico, curto-circuito ou defeito de fabricação.
Por esse motivo, a regra geral entre as companhias aéreas é clara: power banks e baterias de lítio avulsas devem viajar sempre na bagagem de mão, nunca na bagagem despachada. Dentro da cabine, qualquer sinal de superaquecimento pode ser percebido e tratado rapidamente pela tripulação. No porão da aeronave, sem supervisão, o risco é consideravelmente maior.
Além de ficar na bagagem de mão, power banks costumam ter limite de capacidade energética para embarque sem autorização especial da companhia, medido em Wh (watt-hora). Modelos muito potentes, geralmente utilizados para equipamentos profissionais, podem exigir consulta prévia à companhia aérea.
Itens permitidos na bagagem de mão
Além dos eletrônicos com bateria de lítio, costumam ser permitidos na bagagem de mão, respeitando as dimensões e o peso estabelecidos por cada companhia:
Itens que costumam ser proibidos na bagagem de mão
Por questões de segurança, alguns itens não podem seguir na cabine, ainda que possam ser despachados dependendo das regras da companhia:
Itens que só podem ir na bagagem despachada
Alguns objetos, embora permitidos na viagem, costumam ser aceitos apenas na bagagem despachada, justamente por representarem maior risco se estiverem próximos aos passageiros durante o voo:
Itens proibidos em qualquer tipo de bagagem
Determinados materiais não podem embarcar de forma alguma, nem na bagagem de mão, nem na despachada, por representarem risco elevado à segurança do voo. É o caso de explosivos, gases tóxicos, substâncias radioativas, materiais corrosivos e produtos altamente inflamáveis fora das especificações de transporte aéreo.
Vale sempre confirmar com a companhia aérea
As regras gerais de itens permitidos e proibidos seguem padrões internacionais de segurança da aviação, mas cada companhia aérea pode ter particularidades, especialmente quanto a limites de quantidade, peso e capacidade energética de baterias. Antes de viajar, especialmente com equipamentos eletrônicos, ferramentas ou itens fora do comum, vale a pena consultar o site da companhia ou o canal de atendimento para evitar surpresas no momento do embarque.
Seguir essas regras não é apenas uma questão de evitar contratempos na inspeção de segurança, mas também uma forma de contribuir para a segurança de todos a bordo, já que muitos desses itens têm potencial de causar acidentes dentro da aeronave.
