O mercado de aviação doméstica no Brasil registrou queda em junho, interrompendo a sequência de crescimento observada nos meses anteriores. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o movimento de passageiros em voos nacionais recuou 1,2% na comparação com junho de 2025, somando 8,1 milhões de viajantes.
Doméstico perde ritmo, mas segue concentrando a demanda
Mesmo com a retração, os voos domésticos continuaram respondendo pela maior parte da movimentação aérea do país. Dos 10,3 milhões de passageiros transportados em junho, considerando voos nacionais e internacionais, cerca de 79% se referem a rotas dentro do Brasil, enquanto os voos internacionais representaram aproximadamente 21% do total.
Mercado internacional segue em alta
Ao contrário do doméstico, o segmento internacional manteve trajetória positiva em junho. Foram 2,2 milhões de passageiros em voos com origem ou destino no exterior, um crescimento de 0,3% frente ao mesmo mês de 2025.
Primeiro semestre bate recorde histórico
Apesar da desaceleração pontual em junho, o resultado acumulado do ano permanece em patamar recorde. Entre janeiro e junho de 2026, a aviação brasileira transportou 65,2 milhões de passageiros, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. Trata-se do melhor desempenho para um primeiro semestre desde o início da série histórica da Anac.
Custos operacionais pressionam o setor
O Ministério de Portos e Aeroportos relacionou a queda no mercado doméstico ao aumento dos custos operacionais das companhias aéreas, especialmente em razão da elevação dos preços dos combustíveis, principal componente de despesas do setor. Segundo a pasta, esse cenário tem reflexos diretos sobre o valor das tarifas e pode influenciar o ritmo de crescimento da demanda por passagens aéreas nos próximos meses.
Transporte de cargas também cresce
O transporte aéreo de cargas manteve desempenho positivo no período. No primeiro semestre, foram movimentadas 116,1 mil toneladas, alta de 1,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente por junho, quando a carga doméstica somou 38,3 mil toneladas, crescimento de 8,5%, enquanto a carga internacional alcançou 77,8 mil toneladas, avanço de 5,7% na comparação com junho do ano passado.
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Fonte: Portal BE News
