Na madrugada de 24 de junho de 2026, passageiros de um voo da LATAM procedente de São Luís (MA) aguardaram cerca de duas horas dentro da aeronave após o pouso no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU). O caso ganhou repercussão depois que vídeos gravados a bordo começaram a circular nas redes sociais.

Pouso às 22h30, desembarque muito depois

A aeronave tocou o solo por volta das 22h30. A partir daí, os passageiros permaneceram em seus assentos por aproximadamente duas horas antes de iniciar o desembarque. Durante esse período, relatos indicam que as informações dentro do avião foram escassas, e a demora gerou dúvidas e insatisfação entre os ocupantes.

De acordo com publicações feitas por quem estava a bordo, a causa teria sido a ausência de escada externa e de ônibus para transportar os passageiros até o terminal. As imagens que circularam nas redes mostram a cabine ainda ocupada durante a espera.

Até o momento, nem a LATAM nem o GRU Airport emitiram uma nota oficial explicando por que os equipamentos necessários para o desembarque não estavam disponíveis naquele horário.

Dois episódios distintos no mesmo voo

Paralelamente à situação dentro da aeronave, outro episódio envolvendo o mesmo voo chamou a atenção das autoridades.

A Polícia Federal confirmou, por meio de nota oficial, a prisão em flagrante de uma cidadã espanhola após o desembarque. Segundo a corporação, testemunhas relataram que a turista teria feito ofensas de cunho racial contra trabalhadores responsáveis pelo manuseio das bagagens da aeronave. A ocorrência aconteceu já na área de desembarque do aeroporto, onde os policiais federais adotaram os procedimentos previstos em lei para investigar a suspeita de injúria racial.

Não há, até agora, nenhuma informação oficial que relacione a prisão à espera prolongada dentro do avião. São dois fatos distintos, que coincidem por envolverem a mesma operação.

O que os passageiros podem fazer

Ficar retido dentro de uma aeronave por falha operacional não é apenas um inconveniente. Dependendo das circunstâncias, a situação pode configurar atraso passível de compensação, especialmente quando a causa está sob responsabilidade da companhia aérea ou do operador aeroportuário.

Passageiros que estavam nesse voo e sofreram prejuízos decorrentes da espera podem ter direito a indenização. A MOVA avalia casos como esse gratuitamente e, se houver fundamento, compra o direito do passageiro e paga via Pix — sem que seja necessário entrar com processo ou aguardar uma resolução judicial.

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Fonte: AeroJota