O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, vai ganhar um sistema de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização de drones. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, encaminhou à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) as diretrizes para o início do processo de aquisição e implantação da estrutura.

Como funciona a diretriz

De acordo com o texto, a aquisição, implantação e operação do sistema ficarão a cargo da concessionária que administra o aeroporto, seguindo requisitos técnicos e de segurança definidos pelos órgãos competentes.

O Ministério dos Portos e Aeroportos destaca que a presença de drones em áreas próximas aos aeroportos, além de representar risco para pouso e decolagem de aeronaves, interfere nas operações e reduz a eficiência do aeroporto.

Por que Guarulhos foi escolhido

Segundo a pasta, Guarulhos foi selecionado para iniciar a implantação por sua relevância para a malha aérea nacional e pelo histórico de ocorrências envolvendo drones nas proximidades do aeroporto.

"Estamos dando um passo importante para ampliar a segurança das operações e dar uma resposta mais efetiva ao problema dos drones próximos aos aeroportos. A experiência de Guarulhos também vai nos permitir avaliar, a partir de critérios técnicos, a necessidade de levar esse modelo a outros aeroportos do país", afirmou o ministro.

Articulação entre órgãos

A implantação será feita de forma articulada entre a Anac, a Polícia Federal, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), a Receita Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), respeitando as atribuições de cada órgão.

A concessionária ficará responsável pela aquisição e operação das capacidades de detecção, monitoramento, mitigação e neutralização, além da primeira resposta e da comunicação às autoridades. O Decea participará da definição das áreas de proteção e dos procedimentos para suspensão e retomada das operações aéreas. Os equipamentos utilizados deverão ser homologados pela Anatel.

Possibilidade de expansão para outros aeroportos

A Anac também deverá fazer uma avaliação de risco e de custo-benefício da implantação em Guarulhos, ouvindo a Polícia Federal e o Decea. A experiência servirá de base para avaliar a necessidade de levar o sistema a outros aeroportos do país.

Para uma eventual ampliação, deverão ser considerados critérios como movimentação de aeronaves e passageiros, importância do aeroporto para a malha aérea nacional, histórico de ocorrências com drones e características do entorno. Se a agência concluir pela necessidade de estender a medida, deverá estabelecer regras gerais para definir em quais aeroportos o sistema será exigido.

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Fonte: Correio Popular