Um voo da LATAM precisou retornar ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, na manhã desta quarta-feira (29), logo após colidir com um pássaro durante a decolagem. O episódio, conhecido no meio aeronáutico como birdstrike, é relativamente comum na aviação mundial e raramente representa risco aos passageiros.

O que aconteceu

O voo LA3776, operado por um Airbus A321 de matrícula PT-XPF, decolou de Brasília com destino a Salvador quando a colisão ocorreu. O impacto atingiu um dos motores da aeronave, aparentemente o motor número 1, posicionado do lado esquerdo. Diante da situação, a tripulação decidiu interromper a rota e retornar ao aeroporto de origem.

O momento do retorno da aeronave foi registrado por um spotter que acompanha movimentações no aeroporto de Brasília. As imagens mostram uma fumaça mais escura saindo do motor atingido, algo considerado normal nesse tipo de ocorrência. Segundo especialistas, essa fumaça costuma ser resultado da queima de restos orgânicos, de um estol de compressor ou de vazamento de óleo em componentes aquecidos pelo impacto.

Como os pilotos lidam com esse tipo de situação

Em casos de colisão com aves que afetam um dos motores, o procedimento padrão adotado pelos pilotos é desligar o motor atingido e conduzir a aeronave em operação monomotor até o aeroporto mais próximo disponível para pouso seguro. As aeronaves comerciais modernas são certificadas para voar com segurança mesmo utilizando apenas um motor, inclusive por distâncias consideráveis, o que reforça o caráter preventivo desse tipo de retorno.

Incidentes de birdstrike acontecem com frequência em aeroportos ao redor do mundo, especialmente durante as fases de pouso e decolagem, quando as aeronaves voam em altitudes mais baixas e mais próximas de áreas com maior concentração de aves.

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Fonte: noticias.r7.com