A WestJet, segunda maior companhia aérea do Canadá, e o sindicato que representa seus comissários de bordo fecharam um acordo preliminar que encerrou uma greve de curta duração, mas de forte impacto, iniciada no último fim de semana de verão no país.

O motivo da paralisação

A discussão central entre a empresa e o Sindicato Canadense de Funcionários Públicos (CUPE) girava em torno da forma de remuneração dos comissários. Pelo modelo vigente, o pagamento cobre principalmente o período em que a aeronave está em movimento, deixando de fora atividades como embarque, desembarque, checagens de segurança e o tempo de espera em solo durante atrasos. O sindicato argumentava que essas tarefas configuram trabalho não remunerado e pressionava por mudanças nesse formato.

Greve rápida, porém intensa

Após o fracasso das tratativas de última hora, os comissários da linha principal da WestJet deram início à greve à meia-noite de 2 de agosto. A paralisação levou ao cancelamento de centenas de voos justamente durante um feriado prolongado, um dos períodos de maior movimento na aviação canadense, deixando milhares de passageiros com viagens interrompidas ou remarcadas.

Negociações nos bastidores

Mesmo com a operação parada, representantes do CUPE e da direção da companhia, sediada em Calgary, mantiveram o diálogo aberto. O governo canadense optou por não intervir diretamente no conflito, evitando impor limites à greve ou determinar arbitragem obrigatória, ainda que parlamentares tenham cobrado publicamente uma solução negociada entre as partes.

O acordo preliminar

Na segunda-feira, 3 de agosto, WestJet e sindicato anunciaram um entendimento preliminar, ainda sem detalhamento completo dos termos. Antes desse desfecho, a companhia já havia sinalizado disposição para reajustar salários anualmente entre 2026 e 2029, além de rever valores de diárias para estadias fora de base, ampliar dias de férias, aprimorar a política de licença maternidade e investir em programas de trabalho flexível e ajustes de escala.

A expectativa é que o novo acordo passe a remunerar parte do período de embarque, com um percentual do valor da hora de voo aplicado a essa etapa e crescimento gradual dessa parcela ao longo da vigência do contrato, em linha com o que já havia sido negociado com a Air Canada no ano anterior.

Retomada gradual das operações

Com o fim da greve, os comissários já retornaram às suas funções, mas a companhia trabalha para normalizar por completo a malha aérea, ainda afetada pelos cancelamentos do período de paralisação. O acordo preliminar segue agora para apreciação e votação dos membros do sindicato antes de se tornar definitivo.

Por que isso importa para o passageiro

Greves em companhias aéreas costumam gerar cancelamentos em cadeia e reacomodações que se estendem por dias após o fim da paralisação. Passageiros que tiveram voos cancelados ou significativamente atrasados nesse período podem ter direito a assistência da companhia aérea, reembolso ou remarcação, dependendo das regras aplicáveis à rota e à origem do cancelamento.

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Fonte: aeroin.net