Um voo que partiria do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins (MG), com destino a São Paulo foi cancelado na noite de quinta-feira (22) depois que funcionários encontraram uma carta com ameaça de bomba no banheiro da aeronave. O avião, que deveria decolar às 20h30, ficou cerca de cinco horas no pátio, e mais de 170 passageiros tiveram de remarcar a viagem. As informações foram publicadas pelo jornal O Tempo.

Carta no banheiro acionou os protocolos

A suspeita começou quando a equipe encontrou o bilhete com a ameaça no banheiro do avião. Os procedimentos de segurança foram acionados imediatamente, e a aeronave foi impedida de decolar.

A BH Airport, concessionária do aeroporto, informou que acionou as autoridades competentes e os protocolos do Plano de Emergência do Aeroporto assim que soube do caso. O restante do terminal funcionou normalmente.

Três horas dentro do avião e revista em grupos

Segundo o relato de uma passageira, os ocupantes ficaram retidos dentro da aeronave por cerca de três horas enquanto as autoridades faziam as primeiras verificações. Depois, todos desembarcaram e foram levados, em grupos de aproximadamente dez pessoas, para uma sala de revista.

A Polícia Federal inspecionou as bagagens e usou fitas para detectar possíveis vestígios de pólvora, inclusive em crianças. A revista levou cerca de duas horas. Ao final, passageiros e tripulantes foram liberados. A passageira reclamou da falta de informações sobre o que estava acontecendo durante a espera.

Polícia Federal não encontrou ameaça

Em nota, a Polícia Federal informou que adotou os procedimentos de segurança necessários, que não foram encontrados elementos que justificassem prisão e que ninguém foi conduzido. Como a aeronave não poderia seguir viagem, o voo foi cancelado e os passageiros foram orientados a remarcar as passagens.

O que o passageiro pode exigir nesses casos

Ameaças de bomba são tratadas com rigor pelas autoridades e podem ser consideradas situações fora do controle da companhia, o que pesa na análise de uma eventual indenização. Ainda assim, o cancelamento gera obrigações para a empresa:

  • Remarcação sem custo: o passageiro escolhe entre reacomodação no primeiro voo disponível, inclusive de outra companhia, reembolso integral ou outro meio de transporte.
  • Assistência material: alimentação após 2 horas de espera e, havendo pernoite, hospedagem com transporte de ida e volta após 4 horas. Pelas regras em vigor até 25 de outubro de 2026, a assistência vale mesmo com os passageiros a bordo e as portas abertas, e inclui meios de comunicação após 1 hora.
  • Informação: a companhia deve manter os passageiros informados sobre a situação e as alternativas disponíveis.
  • Saiba mais no nosso guia sobre assistência material em voos atrasados e cancelados. Se a assistência não foi oferecida ou a reacomodação demorou além do razoável, a MOVA analisa o caso gratuitamente e, havendo direito, paga via Pix em poucos minutos.

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    Fonte: Último Segundo