O Aeroporto Estadual Leite Lopes, em Ribeirão Preto (SP), teve a operação de voos afetada nesta semana por furtos de equipamentos da pista. O episódio mais recente, na noite de quarta-feira (21), desligou o sistema de balizamento e levou a Azul a alterar dois voos entre Campinas e Ribeirão Preto.
Furto desligou as luzes da pista
Segundo a Rede Voa, concessionária que administra o aeroporto, o furto da fiação elétrica aconteceu por volta das 19h de quarta-feira. O crime provocou o desligamento temporário do balizamento, o conjunto de luzes da pista que orienta os pilotos em pousos e decolagens à noite.
O sistema voltou a funcionar cerca de uma hora e meia depois, por volta das 20h30. A concessionária registrou boletim de ocorrência, e nenhum suspeito foi identificado até o momento.
Voos AD4825 e AD4119 da Azul afetados
Em nota, a Azul informou que o desligamento do balizamento afetou dois voos na quinta-feira (22):
Segundo a companhia, os passageiros afetados foram reacomodados em outros voos da própria Azul.
Não foi o primeiro caso na semana
Na terça-feira (20), a Rede Voa já havia registrado outro boletim de ocorrência, desta vez pelo furto de pilones, os postes luminosos de balizamento da pista. A reportagem do G1 também encontrou um buraco no alambrado com cerca elétrica que deveria impedir o acesso de terceiros à área da pista.
O Leite Lopes recebe, em média, 48 mil passageiros por mês e é um aeroporto importante para a região.
Especialista defende plano de contingência
Para o professor James Rojas Waterhouse, do departamento de engenharia aeronáutica da USP, o problema causa mais transtorno do que risco à segurança: sem iluminação, a operação noturna é interrompida. O impacto, porém, é grande para a região, já que voos de chegada e saída podem ser cancelados.
O especialista defende que o aeroporto tenha um plano de contingência para recompor rapidamente a fiação, evitando a suspensão das operações noturnas.
Direitos de quem teve o voo afetado
Situações causadas por terceiros, como furtos na infraestrutura do aeroporto, podem ter a responsabilidade analisada de forma diferente quando o assunto é indenização. Mesmo assim, a companhia continua obrigada a informar os passageiros, prestar assistência material conforme o tempo de espera e oferecer reacomodação, reembolso integral ou outro meio de transporte, à escolha do passageiro.
Se você estava em um dos voos afetados e a reacomodação demorou, a assistência não foi oferecida ou você teve prejuízos com a mudança de planos, guarde os comprovantes. A MOVA avalia o caso gratuitamente e, havendo direito, paga via Pix em poucos minutos.
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Fonte: G1
