Passageiros do voo G3 1355 da Gol, que sairia do Aeroporto de Petrolina (PNZ), em Pernambuco, com destino a Guarulhos (GRU), em São Paulo, passaram horas no aeroporto na manhã da segunda-feira (19) após o cancelamento da viagem. Segundo a companhia, o voo foi cancelado por problemas técnicos.

Embarque às 5h, sem resposta até as 10h

De acordo com o relato de um passageiro, divulgado em vídeo, o embarque estava previsto para as 5h. Por volta das 10h, o grupo ainda esperava esclarecimentos da companhia sobre o que seria feito.

O passageiro destacou que havia crianças e idosos entre os afetados e criticou a falta de definição sobre a situação, classificando o tratamento como desrespeitoso.

Dúvidas sobre hotel e nova data

Ainda segundo o relato, não estava claro como funcionaria a assistência. Algumas pessoas seriam levadas para hotéis, mas havia dúvida sobre o atendimento aos passageiros que moram em outros estados. Também circulou a informação de uma possível remarcação para o dia 23, sem confirmação de que valeria para todos.

O que diz a Gol

Em nota ao Blog Nossa Voz, a Gol confirmou o cancelamento do voo G3 1355 por problemas técnicos e informou que todos os passageiros estão recebendo o atendimento previsto na Resolução 400 da Anac, de acordo com suas necessidades. Segundo a companhia, um novo voo, o G3 9223, foi programado para terça-feira (20) para levar os passageiros a Guarulhos. A empresa afirmou que as decisões foram tomadas com foco na segurança.

Problema técnico é responsabilidade da companhia

Falhas técnicas e manutenção não programada são tratadas pela Justiça, na maioria dos casos, como fortuito interno: riscos da própria atividade aérea, que não afastam a responsabilidade da companhia. Foi esse o entendimento em uma decisão recente da Justiça de São Paulo sobre um voo cancelado após falha técnica, e também no caso em que a Justiça negou o pedido da Gol para suspender a ação de uma bebê que teve o voo cancelado por alteração de malha.

O que a companhia deve oferecer

Em um cancelamento como o do voo G3 1355, a companhia deve:

  • Informar os passageiros sobre o cancelamento e as alternativas assim que souber do problema;
  • Prestar assistência material conforme o tempo de espera, com alimentação e, havendo pernoite, hospedagem e transporte de ida e volta. Pelas regras em vigor até 25 de outubro de 2026, também é obrigatório oferecer meios de comunicação após 1 hora de espera;
  • Oferecer a escolha entre reacomodação no primeiro voo disponível, inclusive de outra companhia, reembolso integral ou outro meio de transporte.
  • Quem mora na cidade do aeroporto de origem pode receber apenas o transporte de ida e volta para casa, em vez de hotel. Os detalhes estão no nosso guia sobre assistência material em voos atrasados e cancelados.

    Se você estava no voo G3 1355 ou passou por situação parecida, guarde o cartão de embarque, os comprovantes de gastos e os registros de comunicação com a companhia. A MOVA analisa o caso gratuitamente e, havendo direito, paga via Pix em poucos minutos, assumindo depois a cobrança junto à companhia aérea.

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    Fonte: Nossa Voz